terça-feira, 24 de abril de 2012

Após anunciar veto ao subsídio do Fisco, governador aumenta o próprio salário, diz Aníbal

Deputado de oposição, Anibal Marcolino (PSL) levou para cima da tribuna na sessão desta quarta-feira (18) da Assembleia Legislativa uma denúncia acerca de reajuste salarial que privilegia apenas o governador, o vice e servidores da Anvisa.
Com o Diário Oficial do Estado debaixo do braço, Anibal escalou a tribuna durante o pequeno expediente e disparou: “O governador (Ricardo Coutinho) só pensa nele e nos seus”.
Pronunciou também o seguinte: “Enquanto os servidores público de uma forma geral tiveram um reajuste de apenas 3%, pasmem vocês: o governador Ricardo Coutinho concedeu um reajuste a ele próprio e ao vice de 22%”…”.
“… Esse reajuste que o governador concedeu a ele próprio está publicado no Diário Oficial para todo mundo ver”. Enquanto isso, os servidores andam em polvorosa. Com um reajuste de apenas 3%, sobrevivem praticamente com o mesmo salário de dois, três ou quatro anos atrás.
Pior: trabalhando em dois turnos. Isso não acontecia desde os governos Cássio Cunha Lima e o Maranhão III.
“Pois é, como se sabe, o governador só pensa nele e nos seus”, complementou o deputado Anibal Marcolino.
A informação foi publicada e repercutida no blog do jornalista político Marcone Ferreira.

fonte: PBagora

Após apoio do PT ao PP, ex secretário petista desiste de candidatura à vereador

Depois da decisão do PT em apoiar o PP em Campina Grande, o ex-secretário executivo do prefeito Veneziano Vital do Rego (PMDB), o petista Hermano Nepomuceno desiste da candidatura a vereador e diz que não existe coerência política e ética para manter uma candidatura. 
Confira abaixo nota enviada a imprensa pelo ex secretário:
O PT de Campina Grande, em consonância com o grupo hegemônico estadual, aprovou a tática eleitoral de candidatura própria em João Pessoa e Campina Grande. O Encontro de Delegados do último domingo deveria escolher o nome do candidato; mas isto não aconteceu. A opção aprovada foi o apoio ao PP e o rompimento com a gestão municipal, compartilhada com o PMDB, e da qual o PT participava, intensamente, desde o início de 2005.
A aliança PT/PMDB é de caráter estratégico nacional e tem garantido a governabilidade das gestões dos presidentes Lula e Dilma. Na Paraíba, esta aliança vem sendo renovada a cada processo eleitoral desde 2002 e, em Campina Grande, desde o 2º turno de 2004. Creio que o sentido estratégico da aliança PT/PMDB se projeta como importante, tanto no planto nacional, como no plano estadual, até 2014.
Abandonada a tática, aprovada anteriormente, da candidatura própria, a opção pela candidatura do PP e a ruptura da aliança estratégica em nossa Cidade, conduz à postura oposicionista (da noite para o dia) ao governo do Prefeito Veneziano.
Participei, desde o início, juntamente com o PT, da construção e do desenvolvimento desta gestão municipal. O projeto de uma candidatura minha a vereador não é uma iniciativa individual, e deveria ser fruto de um projeto político coletivo e com coerência programática.
Portanto, nesta conjuntura, não vejo mais condições políticas e de coerência em apresentar e manter uma candidatura com um discurso ético e claro ao Povo Campinense.
Campina Grande, 23 de abril de 2012
HERMANO NEPOMUCENO

domingo, 1 de abril de 2012

Na pesquisa de intenções de votos CONSULT/CORREIO Daniella Ribeiro lidera em Campina Grande

Se a eleição para prefeito de Campina Grande fosse hoje, a pré-candidata do PP, deputada estadual Daniella Ribeiro, seria eleita com 27,69% dos votos. O pré-candidato do PSDB, deputado federal Romero Rodrigues, ficaria em segundo lugar, com 24,92%.
Em terceiro lugar, ficaria a pré-candidata do PMDB, secretária municipal de Saúde Tatiana Medeiros, com 11,69%. É o que aponta a primeira pesquisa de intenções de voto (consulta estimulada) realizada no município de Campina Grande pela Consult Pesquisa, em parceria com o Jornal Correio da Paraíba. 
O deputado estadual Guilherme Almeida (PSC) aparece em quarto lugar, com 5,85% das intenções de votos. Na quinta colocação, surge o vereador Fernando Carvalho (PT do B), com 1,54%.
A professora Marlene Alves (PC do B) está na sexta colocação, com 1,08%. Em sétimo lugar, aparece Alexandre Almeida (PT), com 0,31%. Na última colocação, está o empresário Artur Almeida, conhecido como Bolinha (PTB), com 0,15%.
Os eleitores dispostos a não votar em nenhum dos pré-candidatos somam 13,23%. Os que não souberam responder totalizam 13,54%.
Na pesquisa espontânea (não estimulada), a Consult Pesquisa constatou que 48,62% dos entrevistados não souberam responder e outros 7,69% disseram que não vão votar em nenhum dos pré-candidatos.
Ainda na espontânea, Daniella Ribeiro também aparece à frente dos concorrentes, com 13,38% das intenções de votos, seguida por Romero Rodrigues (12,77%) e Tatiana Medeiros (6,62%).
Na espontânea, eleitores entrevistados também citaram o prefeito Veneziano Vital do Rêgo (4,31%), o senador Cássio Cunha Lima (2,31%), Guilherme Almeida (1,85%), Fernando Carvalho (0,77%), Marlene Alves (0,77%), Rômulo Gouveia (0,46%), Branco (0,15%), Severino (0,15%) e Agra (0,15%).
Preferência por sexo e idade
Segundo a Consult Pesquisa, Daniella Ribeiro tem a preferência de homens (27,8%) e mulheres (27,6%). Romero Rodrigues tem 23,5% da preferência masculina e 26,1% da feminina. Tatiana Medeiros é citada por 13,9% dos homens e 9,8% das mulheres. Já Guilherme Almeida foi citado por 5% dos homens e 6,6% das mulheres. Fernando Carvalho é o preferido de 2,6% dos homens e 0,6% das mulheres.
Marlene Alves tem a preferência de 1,3% dos eleitores do sexo masculino e 0,9% do sexo feminino. Alexandre Almeida tem a mesma preferência de homens e mulheres (0,3%). Artur Almeida só tem a preferência de mulheres (0,3%). De acordo com a Consult Pesquisa, dentre os eleitores que não votarão em nenhum, 11,6% são homens e 14,7% são mulheres. Dentre os que não souberam dizer, 13,9% são do sexo masculino e 13,2% são do sexo feminino.
Daniella também é a preferida de 35% dos eleitores com até 24 anos, seguida de Romero (26,7%), Tatiana (4,2%), Guilherme (5%), Fernando Carvalho (0,8%), Marlene Alves (0,8%) e Artur Almeida (0,8%). Nesta faixa etária, ninguém preferiu Alexandre Almeida. Outros 15,8% responderam “nenhum” e 10,8% não souberam dizer em quem votar.
Na faixa etária entre 25 e 34 anos, Daniella também aparece na frente, com 28,2%, seguida de Romero (26,9%), Tatiana (8,3%), Guilherme (7,7%), Fernando Carvalho (1,3%), Marlene (2,6%). Nesta faixa de idade, Alexandre Almeida e Artur Almeida não pontuaram. Outros 14,1% disseram “nenhum” e 10,9% não souberam dizer.
Na faixa do eleitorado que tem entre 35 e 44 anos, Romero Rodrigues e Tatiana Medeiros aparecem empatados na preferência com 22,7%. Daniella surge com 21,9%. Guilherme tem 4,7% das preferências, seguido de Fernando carvalho (3,1%), Marlene Alves (0,8%) e Alexandre Almeida (0,8%). Artur Almeida não pontuou. Outros 10,2% responderam “nenhum” e 13,3% não souberam dizer.
Daniella também lidera entre os eleitores com 45 a 59 anos. Ela tem 29,5% das preferências, contra 24,5% de Romero. Tatiana tem 10,1%, seguida de Guilherme (7,2%), Fernando Carvalho (2,2%), Marlene Alves (0,7%). Alexandre e Artur não pontuaram e 13,7% responderam “nenhum”. Pelo menos 12,2% não souberam responder.
Dentre os eleitores acima de 59 anos, Daniella e Romero aparecem empatados com 23,4%, seguidos de Tatiana, com 14%, Guilherme Almeida, com 3,7%, e Alexandre Almeida com 0,9%. Os outros não pontuaram e 12,1% responderam “nenhum”, seguidos de 22,4% que não souberam dizer.
A pesquisa foi registrada no Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), último dia 26, sob o protocolo PB-00004/2012. As entrevistas foram aplicadas nos dias 27 e 28 de março, em 33 bairros e na zona rural de Campina Grande.
A Consult Pesquisa fez 650 entrevistas com eleitores dos sexos masculino e feminino, de todas as faixas etárias, níveis de escolaridade e rendimentos familiares, e em todas as áreas da cidade, que tem o segundo maior colégio eleitoral da Paraíba. A margem de erro é de 3.5 pontos percentuais para mais ou para menos, com 95% de confiabilidade.
O Instituto Consult Pesquisa trabalha em parceria com o Sistema Correio de Comunicação há 12 anos e atua no Estado da Paraíba há 20 anos. O instituto está no mercado há 24 anos e tem sua sede na cidade de Natal (RN). Na Paraíba, o instituto tem toda a estrutura necessária para a realização de pesquisas, segundo Paulo de Tarso, diretor do Instituto.
“Além de Campina Grande, a Consult vai realizar pesquisas em João Pessoa e outras cidades até o dia 7 de outubro, data da eleição. Em João Pessoa e Campina Grande, haverá pesquisas, inclusive, em eventual segundo turno”, disse Paulo de Tarso.
Níveis de escolaridade
Na estimulada, Daniela Ribeiro lidera entre os eleitores com todos os níveis de escolaridade: analfabetos (22,7%), ensino fundamental (26,3%), ensino médio (29,8%) e ensino superior (22,2%). Romero aparece em segundo lugar nos quatro níveis: analfabetos (22,7%), ensino fundamental (18,8%), ensino médio (29,8%) e ensino superior (19%). Tatiana tem 13,6% das preferências dos analfabetos, 16,4% de quem tem o ensino fundamental, 9,1% dos entrevistados com o ensino médio e 9,5% dos que têm nível superior.
Guilherme Almeida não pontuou entre os analfabetos. Tem 5,6% dentre os eleitores com o ensino fundamental, 5,7% dentre os que têm ensino médio e 9,5% dentre os que têm nível superior. Fernando carvalho não pontuou entre analfabetos e eleitores com nível superior. Obteve 1,4% das preferências de quem tem ensino fundamental e 2% de quem tem nível médio. Marlene Alves, Alexandre Almeida e Artur Almeida não pontuaram entre os analfabetos.
Marlene obteve 1,4% das preferências de quem tem ensino fundamental, 0,6% de quem tem ensino médio e 3,2% de quem tem nível superior. Alexandre Almeida também não pontuou entre quem tem ensino médio e superior. Entre os que têm ensino fundamental, obteve 0,9%. Artur Almeida só pontuou na categoria que tem ensino superior: 1,6%. Pelo menos 27,3% dos analfabetos responderam que não votarão em “nenhum”. Também não votarão: 20,6% dos eleitores com nível superior, 13,6% dos que tem ensino médio e 8,9% dos que tem ensino fundamental.
Por fim, não souberam responder: 13,6% dos analfabetos, 14,3% dos que possuem nível superior, 9,4% dos que têm ensino médio e 20,2% dos que têm ensino fundamental.
Conforme a pesquisa, Daniella também lidera entre os eleitores que ganham até R$ 622,00 (30,1%), de R$ 622,00 a R$ 1.244,00 (29,3%. Dentre os que ganham entre R$ 1.244,00 e R$ 3.110,00, Daniela tem a preferência de 21,2%. Já dentre os que ganham de R$ 3.110,00 e R$ 6.220,00, ela tem a preferência de 28,9%. E tem a preferência de 22,2% dos que ganham acima de R$ 6.220,00.
Já Romero Rodrigues tem a preferência de 23,8% dos eleitores que ganham até R$ 622,00. Dentre os que ganham de R$ 622,00 a R$ 1.244,00, Romero tem 24,7% de preferência. Dentre os que ganham entre R$ 1.244,00 e R$ 3.110,00, ele tem a preferência de 24,2%. Já dentre os que ganham de R$ 3.110,00 e R$ 6.220,00, ele tem a preferência de 28,9%. E tem a preferência de 33,3% dos que ganham acima de R$ 6.220,00.
Tatiana é preferida por 8,7% dos que ganham até R$ 622,00; por 12,2% de quem ganha entre R$ 622,00 a R$ 1.244,00. Dentre os que ganham entre R$ 1.244,00 e R$ 3.110,00, Tatiana tem a preferência de 15,9%. Já dentre os que ganham de R$ 3.110,00 e R$ 6.220,00, ela tem a preferência de 7,9%. E tem a preferência de 22,2% dos que ganham acima de R$ 6.220,00.
Guilherme é preferido por 6,8% de quem ganha até R$ 622,00. Dentre os que ganham de R$ 622,00 a R$ 1.244,00, ele tem a preferência de 5,7%. Dentre os que ganham entre R$ 1.244,00 e R$ 3.110,00, ele tem a preferência de 3,8%. Já dentre os que ganham de R$ 3.110,00 e R$ 6.220,00, ele tem a preferência de 10,5%. Pela outra categoria, ele não foi citado. As citações relativas aos outros candidatos são irrelevantes em relação às faixas etárias.
Portal Correio

segunda-feira, 26 de março de 2012

A abertura de espaços de Participação Popular que impulsionaram a instituição do Orçamento Público Participativo de Campina Grande-Pb

Ao longo dos séculos, vai se consolidando o controle externo dos gastos públicos, numa tentativa de estipular limites entre receitas e despesas, tendo como principal fiscalizador as câmaras legislativas. Como ocorre na atualidade em todos os Estados modernos, até mesmo naqueles que tem a monarquia como forma de governo. A atual conjuntura brasileira vivencia um período novo, que não apenas o poder legislativo controla as receitas e despesas do Estado, mas também os cidadãos, evidenciando uma compreensão nova de cidadania, tornando indispensável no trato da coisa pública e, especificamente, do dinheiro público.
Ainda no Brasil, podemos apontar a Constituição de 1988 como o marco legal para a participação popular na discussão, elaboração, fiscalização do orçamento público. Acredita-se que numa sociedade democrática o orçamento público traduz um resultado de um complexo processo de negociação, de lutas entre setores e atores sociais, organizados para influenciar na sua elaboração e execução. Observa-se, contudo, que tais conflitos de interesse têm permitido uma ampliação do processo democrático em torno das decisões orçamentárias. Portanto, a CF/88 recomenda aos administradores públicos inserção da participação popular no processo orçamentário. Dessa forma, em alguns municípios brasileiros, principalmente aqueles onde partidos de esquerdas governaram, instituíram o Orçamento Participativo como instrumento de democratização da gestão pública.
Em Campina Grande, o movimento tem início com o processo de participação nas discussões na comissão tarifária dos transportes públicos do município. Esta comissão contava com participação dos representantes dos movimentos sindicais, comunitários e representantes do setor empresarial. A segunda iniciativa de participação de dá, a partir do preceito da constituição federal de 88, o qual determina que todos os municípios deverão elaborar as lei orgânicas e o Plano Diretor. Portanto, as organizações da sociedade mobilizaram-se e formaram o Comitê pró-participação popular na constituinte municipal. Isto significou um primeiro passo para a conquista e efetivação dos espaços de participação. Depois desse processo, o poder legislativo passa a convocar as audiências públicas para a discussão da Lei Orçamentária Anual, ampliando a participação.
No governo do prefeito Feliz Araújo (1992-1996), temos uma experiência que se aproxima do Orçamento Participativo, o programa denominado  Prefeitura na Comunidade, onde a gestão pública se instalava nos bairros do município com o intuito de discutir e implementar com os moradores as prioridades de investimento público municipal para aquela comunidade. Só em 1997, com o governo Cássio Cunha Lima, é que o Orçamento Participativo será instituído em Campina Grande através de um decreto. Somente a partir desse momento que a sociedade passa efetivamente a intervir no processo orçamentário, definindo onde e como o dinheiro público deverá ser investido.  Com a implantação do decreto regulamentam-se as instâncias de participação popular.
No decorrer de 14 anos de existência o Orçamento Participativo de Campina Grande, vivenciou vários períodos de avanços, retrocessos e tentativas de reestruturação. Atualmente este espaço de participação cidadã tem vivenciado momentos de silêncio e conformação que nos permite acreditar, ou seja, imaginar que vivemos em uma cidade modelo, que não temos problemas e que não precisamos nos mobilizar para reivindicar.

sábado, 10 de março de 2012

Sindicalista Campinense é homenageada nacionalmente


07/03/2012 - 16:03:13
As mulheres da CNM/CUT
Neste mês do Dia Internacional da Mulher a CNM/CUT vai apresentar uma série de matérias sobre as dirigentes que integram a equipe da Confederação. A nossa secretária da Mulher, Marli Melo do Nascimento e também a primeira mulher a ser presidente de sindicato dos metalúrgicos dentro da CUT, abre a série de entrevistas
Mara Grabert
Marli Melo, secretária da Mulher na CNM/CUT


Vamos contar um pouco da história da mulher, mãe, trabalhadora e dirigente sindical.
Marli Melo do Nascimento é de Campina Grande- PB e sindicalista desde 1994. Trabalha na empresa Cotebras há 19 anos. Tem uma filha de onze anos, chamada Jéssica.
Desde o começo de sua vida como metalúrgica, a dirigente sindical já ficava indignada com tantas coisas que, no seu entendimento, deveriam ser modificadas. “Estou me referindo às condições de trabalho e a situação das mulheres trabalhadoras e também dos trabalhadores. Aos poucos fui me inteirando com o movimento sindical e percebendo que era o momento de agir. Minha forma de pensar é de que não adianta ficar reclamando de tudo e não fazer nada. É preciso marcar presença. Foi assim que comecei a frequentar as reuniões do sindicato, levando as reivindicações da categoria para serem avaliadas”, conta Marli.
Divulgação

Primeiro encontro de mulheres no Nordeste

Marli lembra o começo de sua atividade como sindicalista, em 1994 e fala das dificuldades que passou.
“Tive muita dificuldade no início pela total falta de formação sindical. Tem muita gente que até hoje ainda pensa que movimento sindical é sinônimo de baderna. Pelo fato de estarmos em cima de caminhão, em porta de fábrica, falando ao microfone, as pessoas ficam imaginando que é farra. Quando na verdade, se nós sindicalistas não fizermos a agitação necessária, nunca vamos conseguir chamar a atenção dos patrões”, esclarece.
As conquistas
A dirigente sindical destaca a necessidade de a mulher atuar no movimento, mas acrescenta que não é tarefa fácil. “Atualmente já conseguimos conquistar o respeito das companheiras e companheiros, pois ao longo desses quase vinte anos, trouxemos várias conquistas para a categoria, que só foi possível com muita luta e garra das companheiras também”, enfatiza.
Divulgação

Trabalho como dirigente

Dentre as conquistas, a dirigente destaca o aumento de mulheres no quadro de sócios e na direção, os avanços salariais e as cláusulas da CCT referentes à questão de gênero. E também sua atuação como dirigente sindical – a primeira mulher dentro do ramo e da CUT a assumir a presidência de um sindicato dos metalúrgicos, cargo que exerce desde 2004. E sua atuação como secretária da Mulher da CNM/CUT.
A agenda do coletivo é extensa. Para ter uma ideia, a dirigente já fez várias viagens internacionais para levar a experiência da CNM/CUT a outros países.
No sindicato o trabalho não para. “A atuação no movimento como presidente é representar o sindicato em atividades politicas e sindicais. Também participamos ativamente nas campanhas salariais, representado a categoria nas negociações e somos responsáveis pela própria conduta e pelos atos da diretoria do sindicato, em juízo e fora dele.
Em especial para o Dia Internacional da Mulher, Marli diz que” as conquistas  só são possíveis com a atuação firme de todos nós, dirigentes, trabalhadoras e trabalhadores. A verdadeira liberdade somente será conquistada na medida em que a mulher lutar ombro a ombro com os homens por uma sociedade mais justa e igualitária. Em nenhum momento nós desistimos das causas da categoria. Somos fortes, somos firmes”.
Divulgação

Marli Melo e Lula

“O encontro com Lula foi um momento muito importante para mim, foi um sonho realizado. Pela pessoa que ele é, um sindicalista sem igual e para mim o melhor governo que tivemos, ele não era Deus, mas conseguiu fazer mudanças na sociedade que outro não fará, ele tem e terá sempre a minha admiração”, diz Marli.
Mara Grabert - Imprensa

quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

UEPB: AUTONOMIA E PARTIDARIZAÇÃO

                                                                                                                   

Governador Ricardo Coutinho e Marlene Alves reitora da UEPB
Em junho de 2009, o governo do Estado anunciou o realinhamento do orçamento e reduziu em 17 milhões de reais a dotação da UEPB. O secretário de Planejamento, em entrevista à imprensa, declarou que “esse recurso fica contingenciado, ela não vai perder um Real... até o final do ano, ela terá de volta”. A reação foi rápida: Reitoria, Assembleia Legislativa do Estado, Câmara de Vereadores de Campina Grande, Sindicatos de professores e funcionários, diretório e centros acadêmicos, com repercussões em todos os setores da imprensa anti-maranhista. Ao perceber o estrago político, o governador decidiu rever o corte e, posteriormente, o secretário Ademir Melo foi substituído.
 Mas, em 24 de agosto de 2010, em plena campanha eleitoral, ao participar do ciclo de debates com os candidatos a governador pela Associação Comercial de Campina Grande, o candidato José Maranhão declarou: “eu acho que é inteiramente viável fazer a federalização da UEPB...”. Dois dias depois, no mesmo palanque, o candidato Ricardo Coutinho detonou: “Maranhão, desde sempre, tentou se livrar da UEPB... é um governo que não compreende a importância de se ter uma universidade estadual... uma postura de tentar a todo momento... combater a autonomia... ou então se livrar dela”, hipotecando ainda “apoio ao manifesto publicado ontem pela Associação dos Docentes da UEPB”. Desnecessário recordar que a comunidade universitária se consolidou como o maior cabo eleitoral do candidato Ricardo, depois do ex-governador Cássio, claro. A principal faixa de rejeição e resistência ao candidato Maranhão espraiava-se nas camadas médias e entre os eleitores de nível educacional superior.  A imagem de “inimigo de Campina” foi cristalizada. Enquanto em João Pessoa Ricardo Coutinho teve 59,4%, em Campina alcançou 64,2% dos votos válidos!
    Voto é uma decisão que gera consequências. Desde 2011, jogando seu discurso campinense na lata do lixo, o governador Ricardo vem contingenciando as transferências orçamentárias para a UEPB : quase dez vezes mais do que a tentativa do governador Maranhão no longínquo ano de 2009. Agora, os golpes finais contra a Autonomia Universitária: a redução dos níveis de repasse (comprometendo o processo continuado de expansão da Universidade) e o comando das contas correntes (estabelecendo o controle financeiro sobre as ações da Direção da UEPB). A reitora Marlene sintetizou, de forma pragmática e conceitual, a nova realidade: “Hoje vivemos a mercê da vontade do governador, ele manda quanto quer e como quer”! E ainda: “foi rasgada a Lei de Autonomia da UEPB”!.
     Para além da revisão-agora-do conceito de “autonomia” externada pelo governador nas suas twittadas, o jornalista Arimateia Sousa, em sua coluna “Aparte”, desta quarta-feira, constatou que “as pretensões políticas (de) Marlene têm imposto à instituição... um desvirtuamento de seu projeto acadêmico”. E acusa de partidarização com “a desmedida entronização da militância do PC do B nas decisões e na estrutura da UEPB”. A crítica vai além, e há acusações quanto à cooptação de lideranças eleitorais e até lança suspeição sobre o processo sucessório universitário.
    Antes de mais nada, duas preliminares precisam ser destacadas. Primeiro, o governador Coutinho refugou o seu próprio discurso de campanha e traiu quem lhe apoiou por conta dele. Segundo, a Autonomia Universitária foi ferida no seu essencial. Isto posto, como ativista e como observador da cena política campinense, creio que há fundamentos de verdade nas críticas da coluna “Aparte”.
    Mas a crítica à partidarização política e à instrumentalização eleitoral só tem validade agora? Só é válida contra o pequeno PC do B?
    Em 2004 e 2008 a partidarização e a instrumentalização beneficiaram o PSDB. E em 2010 foi a vez do PSB se beneficiar.
    As observações do jornalista Arimateia, muito perspicazes, podem nos levar a refletir sobre o aperfeiçoamento de mecanismos de controle extra-corporativos. Mas não podem nos desviar do central neste momento: o exacerbado autoritarismo governamental desta gestão que está quebrando a instituição da Autonomia.
Cientista politico  Hermano Nepomuceno

domingo, 25 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL


Pelo muito que você tem representado para nós do blog RETRATOS DA CIDADE,

queremos dedicar a você os melhores votos de um Natal cheio de paz,
que nós possamos continuar o trabalho de levar a informação com imparcialidade,
de desejar felicidades, de reconciliar sentimentos,
de encurtar distâncias através das palavras que juntas formam mensagens que agora dedicamos a você.



Desejamos que neste Natal,
a luz que guia o mundo possa também clarear os seus sonhos,
feliz Natal, que os anjos acampem ao seu redor para sempre te proteger,
amparar nessa longa caminhada da vida,
para que o caminho seja repleto de flores e frutos.




Estamos felizes com o nosso trabalho,
pois a cada dia fazemos novos amigos;
a cada dia aparecem mais pessoas encantadoras como você.



Feliz Natal é o que nós do RETRATOS DA CIDADE, desejamos a você!