quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

UEPB: AUTONOMIA E PARTIDARIZAÇÃO

                                                                                                                   

Governador Ricardo Coutinho e Marlene Alves reitora da UEPB
Em junho de 2009, o governo do Estado anunciou o realinhamento do orçamento e reduziu em 17 milhões de reais a dotação da UEPB. O secretário de Planejamento, em entrevista à imprensa, declarou que “esse recurso fica contingenciado, ela não vai perder um Real... até o final do ano, ela terá de volta”. A reação foi rápida: Reitoria, Assembleia Legislativa do Estado, Câmara de Vereadores de Campina Grande, Sindicatos de professores e funcionários, diretório e centros acadêmicos, com repercussões em todos os setores da imprensa anti-maranhista. Ao perceber o estrago político, o governador decidiu rever o corte e, posteriormente, o secretário Ademir Melo foi substituído.
 Mas, em 24 de agosto de 2010, em plena campanha eleitoral, ao participar do ciclo de debates com os candidatos a governador pela Associação Comercial de Campina Grande, o candidato José Maranhão declarou: “eu acho que é inteiramente viável fazer a federalização da UEPB...”. Dois dias depois, no mesmo palanque, o candidato Ricardo Coutinho detonou: “Maranhão, desde sempre, tentou se livrar da UEPB... é um governo que não compreende a importância de se ter uma universidade estadual... uma postura de tentar a todo momento... combater a autonomia... ou então se livrar dela”, hipotecando ainda “apoio ao manifesto publicado ontem pela Associação dos Docentes da UEPB”. Desnecessário recordar que a comunidade universitária se consolidou como o maior cabo eleitoral do candidato Ricardo, depois do ex-governador Cássio, claro. A principal faixa de rejeição e resistência ao candidato Maranhão espraiava-se nas camadas médias e entre os eleitores de nível educacional superior.  A imagem de “inimigo de Campina” foi cristalizada. Enquanto em João Pessoa Ricardo Coutinho teve 59,4%, em Campina alcançou 64,2% dos votos válidos!
    Voto é uma decisão que gera consequências. Desde 2011, jogando seu discurso campinense na lata do lixo, o governador Ricardo vem contingenciando as transferências orçamentárias para a UEPB : quase dez vezes mais do que a tentativa do governador Maranhão no longínquo ano de 2009. Agora, os golpes finais contra a Autonomia Universitária: a redução dos níveis de repasse (comprometendo o processo continuado de expansão da Universidade) e o comando das contas correntes (estabelecendo o controle financeiro sobre as ações da Direção da UEPB). A reitora Marlene sintetizou, de forma pragmática e conceitual, a nova realidade: “Hoje vivemos a mercê da vontade do governador, ele manda quanto quer e como quer”! E ainda: “foi rasgada a Lei de Autonomia da UEPB”!.
     Para além da revisão-agora-do conceito de “autonomia” externada pelo governador nas suas twittadas, o jornalista Arimateia Sousa, em sua coluna “Aparte”, desta quarta-feira, constatou que “as pretensões políticas (de) Marlene têm imposto à instituição... um desvirtuamento de seu projeto acadêmico”. E acusa de partidarização com “a desmedida entronização da militância do PC do B nas decisões e na estrutura da UEPB”. A crítica vai além, e há acusações quanto à cooptação de lideranças eleitorais e até lança suspeição sobre o processo sucessório universitário.
    Antes de mais nada, duas preliminares precisam ser destacadas. Primeiro, o governador Coutinho refugou o seu próprio discurso de campanha e traiu quem lhe apoiou por conta dele. Segundo, a Autonomia Universitária foi ferida no seu essencial. Isto posto, como ativista e como observador da cena política campinense, creio que há fundamentos de verdade nas críticas da coluna “Aparte”.
    Mas a crítica à partidarização política e à instrumentalização eleitoral só tem validade agora? Só é válida contra o pequeno PC do B?
    Em 2004 e 2008 a partidarização e a instrumentalização beneficiaram o PSDB. E em 2010 foi a vez do PSB se beneficiar.
    As observações do jornalista Arimateia, muito perspicazes, podem nos levar a refletir sobre o aperfeiçoamento de mecanismos de controle extra-corporativos. Mas não podem nos desviar do central neste momento: o exacerbado autoritarismo governamental desta gestão que está quebrando a instituição da Autonomia.
Cientista politico  Hermano Nepomuceno

domingo, 25 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL


Pelo muito que você tem representado para nós do blog RETRATOS DA CIDADE,

queremos dedicar a você os melhores votos de um Natal cheio de paz,
que nós possamos continuar o trabalho de levar a informação com imparcialidade,
de desejar felicidades, de reconciliar sentimentos,
de encurtar distâncias através das palavras que juntas formam mensagens que agora dedicamos a você.



Desejamos que neste Natal,
a luz que guia o mundo possa também clarear os seus sonhos,
feliz Natal, que os anjos acampem ao seu redor para sempre te proteger,
amparar nessa longa caminhada da vida,
para que o caminho seja repleto de flores e frutos.




Estamos felizes com o nosso trabalho,
pois a cada dia fazemos novos amigos;
a cada dia aparecem mais pessoas encantadoras como você.



Feliz Natal é o que nós do RETRATOS DA CIDADE, desejamos a você!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Qual a sua Tribo?

Antigamente as pessoas eram reconhecidas por grupos tipo: hippies, punks, roqueiros...Atualmente na Paraíba e especificamente em Campina Grande as pessoas são identificadas por cores ou tendências políticas. Responda ...


sábado, 5 de novembro de 2011

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

NOSSA MIRA!


     O nosso blog foi o primeiro a informar a precária situação da Unidade Básica de Saúde do Jardim Continental. Em seguida os noticiários locais passaram a também colocar em pauta essa matéria e as entidades que fiscalizam a saúde no município estiveram fazendo vistorias. O resultado é que a PMCG através da Secretária de Saúde do Município iniciou a recuperação e reforma da UBSF e a população daquela comunidade é a grande vencedora. Ressaltamos que a PMCG também está realizando na mesma comunidade a reforma da Escola Municipal Gerivaldo Luna de Oliveira e da Creche Galba Farias.     
Comunidade organizada e mobilizada garante direitos!

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

PAPO DE MOTORISTA



            Outro dia em um circular da linha transversal 202, presenciei e ouvi uma conversa entre dois motoristas que aparentavam terem uns quarenta anos de idade e vários de profissão. Na saída do terminal de integração entramos em um congestionamento que se prolongava até o trecho da Avenida Floriano Peixoto nas proximidades do viaduto.  Eles começaram falando do péssimo estado de conservação dos corredores de transporte coletivo, relembraram o inicio da primeira gestão do Prefeito Veneziano quando implementou o programa vias abertas com o asfaltamento de diversas ruas na cidade priorizando naquele momento os corredores de ônibus.
            Depois iniciaram uma longa conversa sobre o que a PMCG através da STTP poderia fazer para melhorar o trânsito na Floriano Peixoto oque para eles seria uma ação de maior impacto e, no entanto, mais difícil do próximo gestor alterar. Segundo os motoristas mudanças de locais de paradas já foram feitas diversas vezes e depois não surtiu o resultado e altera-se novamente.          
             O motorista que estava dirigindo o ônibus pergunta pro companheiro ao lado: você lembra quantas vezes a Avenida Floriano Peixoto já mudou? Para que servem os CANTEIROS?
         Antes de responder estas questões vamos ajudar a população através de fotos acompanharem algumas mudanças ocorridas nesta avenida no decorrer dos anos.

 1930 - Av. Floriano Peixoto - Depois da Missa                1935 - Av. Floriano Peixoto
         1940 - Av. Floriano Peixoto                                   1975 - Av. Floriano Peixoto
                                              
                                                          2011 - Av. Floriano Peixoto
         Como leigos vamos tentar responder  os questionamentos dos motoristas sobre a Avenida Floriano Peixoto. O canteiro central existe para separar o fluxo de trafego em vias que possuem dois sentidos. Também são usados como suporte para iluminação publica, para a travessia de pedestres (utilizado quando a avenida é muito larga) e espaço para arborização. A largura destes depende da classificação da via (arterial ou coletora) e da largura total da pista. Esses critérios são definidos pela lei de uso e ocupação do solo.
            Ao observar as mudanças ocorridas nos canteiros da Avenida Floriano Peixoto no decorrer de décadas podemos afirmar que estes já serviram de suporte para iluminação publica, espaço de arborização, travessia de pedestre, além da sua principal utilidade que é a de separar o tráfego da via. Quanto à altura, comprimento e largura tiveram diversos formatos neste período.Quanto a sua construção já foram de concreto, pedra e ecológicamente correto quando eram retentores de águas, entre outros.
 Ressaltamos que as árvores mudaram de local no decorrer dos anos saindo das calçadas e ocupando os canteiros centrais. Não sabemos se foi impulsionado pelo crescimento do comércio ou por pressão política dos proprietários dos imóveis. O que vemos na extensão da avenida do lado da PMCG até o viaduto é a existência nas calçadas de  apenas 6 (seis) árvores de grande porte.
            Agora caros leitores,  vocês poderiam nos perguntar o que tem a ver os canteiros da Avenida Floriano Peixoto com o papo de motorista? E responderemos que na verdade o motorista que estava no volante sugeriu pro companheiro que para melhorar o fluxo de veículos na avenida a gestão deveria pensar em estreitar os canteiros. Não somos engenheiros de transito estamos expondo uma opinião de um cidadão comum que saturado com as mudanças nos sentidos das ruas centrais e das paradas de transporte coletivo ousa propor algo inovador, criativo e polemico.